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estudos

01/10/2019

Série heróis da fé – Pastor e Rei Davi

Introdução:

Até então, o povo de Israel era governado por Juízes, sendo que o último foi o profeta e sacerdote Samuel.

Quando ficou velho, Samuel pôs seus filhos Joel e Abias como juízes de Israel. Porém não seguiram o exemplo do pai. Estavam interessados somente em ganhar dinheiro e não decidiam os casos com justiça. Foi aí que os líderes de Israel foram falar com Samuel, dizendo: “…queremos que nos arranje um rei para nos governar, como acontece em outros países.” (1Sm 8.5) Orientado por Deus, Samuel ungiu Saul como primeiro rei de Israel
(1Sm 10), mas como não permaneceu fiel ao Senhor, Saul foi rejeitado por Deus. (1Sm13.13-14; 1Sm 31)

 

 

Davi, pastor de ovelhas e Rei de Israel

Mesmo Saul ainda estando no trono, Deus ordenou que Samuel ungisse a Davi como o próximo rei de Israel (1Sm 16). Jovem, muito corajoso e temente a Deus, enfrentou e derrotou o gigante Golias (um gladiador Filisteu) com apenas cinco pedras, uma funda e em nome do Senhor dos Exércitos.

 

Davi ficou famoso, o que incomodava muito o então rei Saul. No entanto, nasceu uma grande amizade entre Davi e Jônatas (filho de Saul – 1Sm 18). Isso também gerou ciúme e inveja no rei que passou a colocar em risco a vida de Davi, tentando matá-lo. Davi é obrigado a se esconder até a morte do rei, a fim de poder assumir o trono como rei de Israel. (1Sm 18-31)

 

Se por um lado, Davi é exemplo para todos nós: líder ousado, corajoso, confiante em Deus, motivado), por outro lado a a vida deste grande homem de Deus, antepassado de Jesus, infelizmente, não foi só de bons exemplos. A Bíblia registra atos de fraqueza e pecados do rei Davi que nos servem de alerta para não cairmos nos mesmos pecados: traição, mentiras, adultério e morte.

 

Davi arrependeu-se dos seus pecados (2Sm 12; Sl 32 e 51) e aceitou as consequencias: a morte do filho recém-nascido e fruto do adultério com Bate-Seba, esposa de Urias (2Sm 12), incesto entre os filhos Amnom e tamar (2Sm 13) e traição do seu filho Absalão. (2Sm 15-17) Ele não soube lidar com os pecados dos seus filhos.

 

 

Virtudes de Davi

a) Humildade e servidão em casa: Deus ensina no 4º Mandamento a honra aos pais, o que requer humildade no servir. Davi ajudava os pais e aos irmãos (1Sm 16.11, 17.14-18), demonstrando que seria capaz de agir assim diante de Deus.

 

b) Servia e honrava a Deus: ainda antes ser rei, esse jovem e franzino pastor de ovelhas demonstrou honra a Deus e posicionou-se diante do gigante inimigo Golias: “Você vem contra mim com espada, lança e dardo. Mas eu vou contra você em nome do SENHOR Todo-Poderoso, o Deus dos exércitos israelitas, que você desafiou.” (1Sm 17.45) Ao invés de calar, fugir ou aceitar, Davi se posicionou e lutou, e Deus lhe deu vitória.

 

c) Obediente, amigo e responsável: Davi conquistou a simpatia de todos, pois agia com prudência, sabedoria e era eficaz. (1Sm 18.1-5) Poderíamos dizer que aqui também se aplicam as palavras de Jesus: ser sal da terra e luz do mundo, fazendo boas obras para que as pessoas glorifiquem o Pai que está no céu. (Mt 5.13-16)

 

d) Respeitou seu líder: Davi poderia ter agido a fim de tomar o lugar de seu líder que o perseguia. Mas ele decidiu fazer a vontade de Deus. (1Sm 24,26) Apesar disso, continuou servindo a Deus e ao rei. (1Sm 23.4, 26.17ss)

 

e) Escolhido por Deus: além de ser escolhido como rei de Israel (1Sm 16), a missão de Davi era guerrear para livrar o “povo de Deus” dos seus inimigos (2Sm 3.18). Deus confiava em Davi que ciente do seu chamado, manteve o foco na missão que Deus lhe dera. Teve muitos inimigos (1Sm 19.11-12), mas não desistiu, nem mesmo quando fugiu dos seus perseguidores.

 

f) Influente e parceiro: o bem maior não era a sua fama e orgulho, por isso Davi compartilhou do que Deus lhe tinha dado: “E todos os homens que estavam em dificuldades, ou com dívidas, ou insatisfeitos também foram, e Davi se tornou o chefe deles. Havia com ele mais ou menos quatrocentos homens.” (1Sm 22.2)

 

g) Parcerias firmadas: além de depender de Deus, desde o início do seu reinado Davi valorizou a parceria diante do que lhe foi confiado pelo SENHOR Deus: “Assim todos os líderes de Israel foram se encontrar com Davi em Hebrom. Davi fez um acordo sagrado com eles, e eles o ungiram rei de Israel.” (2Sm 5.3)

 

h) Rico e poderoso dependente: Davi teve sucesso, conforme as promessas que temos hoje (ver Mt 6.33, 7.7-8 e Rm 8.28). Mesmo sendo poderoso e rico, sabia que dependia em tudo de Deus. “O rei Davi disse: Tudo o que está nestas plantas foi escrito de acordo com as instruções que o SENHOR me deu, explicando como tudo deve ser feito.” (1Cr 28.19)

 

Conclusão:
Apesar de suas fraquezas, Davi tinha uma fé inabalável na fiel e perdoadora natureza de Deus. Ele pecou, mas foi rápido em confessar suas transgressões. Suas confissões eram de coração e seu arrependimento, genuíno. Davi experimentou a alegria do perdão mesmo ao sofrer as conseqüências dos seus atos pecaminosos. Aprendeu com suas falhas e confiou sempre no Senhor, o que tornou um homem segundo o coração de Deus: “E, tendo tirado
Saul, levantou-lhes o rei Davi, do qual também, dando testemunho, disse: „Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade.‟” (At 13.22 NAA)

 

Informações:
Davi tinha 30 anos quando começou a reinar, ficando no poder durante 40 anos (1010 – 970 a.C.). Foi pastor, músico, poeta, soldado e rei. Era filho de Jessé e teve por esposas: Milca, Ainoã, Abigail e Bate-Seba. Seus filhos: Absalão, Amnom, Salomão e Tamar.

 

Versículo-chave:
As pessoas “olham para a aparência, mas eu vejo o coração. E o Espírito do SENHOR dominou Davi e daquele dia em diante ficou com ele.” (1Sm 16.7,13)