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O que cremos

A natureza confessional da IELB está baseada nos livros que formam o livro sagrado do Cristianismo, a Bíblia. Como exposição correta da Bíblia, a IELB subscreve uma série de documentos confessionais, reunidos no Livro de Concórdia, de 1580.

 

BATISMO

 

Referências bíblicas: Mt 28.19; Tt 3.5; Mc 10.14; Mc 7.4; 16.16; At 22.16.

 

O Batismo é uma cerimônia realizada pela Igreja Cristã por ordem de Cristo. É um Sacramento porque possui os três elementos que o compõem:
– Ordem divina: Mateus 28.19
– Meio da Graça: Marcos 16.16
– Possui Elemento Visível: Água

 

O Batismo não é simplesmente jogar água em alguém, mas é a água que está ligada com a Palavra de Deus, a ordem de Cristo. Esta ordem está registrada em Mateus 28.19:”Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

 


POR QUE BATIZAR?

 

A Bíblia nos ensina que, desde que Adão e Eva caíram em pecado, todos os seres humanos são concebidos e nascem já contaminados com este mal. “De fato, tenho sido mau desde que nasci; desde o dia em que fui concebido tenho sido pecador”. (Salmo 51.5). Esta é a situação de todas as pessoas. Nascem com pecado, que herdaram de seus pais.

 

POR ISSO BATIZAMOS AS CRIANÇAS

 

As crianças, assim como todas as pessoas, não podem, pelas próprias forças, ter fé em Jesus, não podem nem conseguem decidir crer. Por suas próprias forças, crianças e adultos não podem se salvar. “Ninguém pode dizer “Jesus é Senhor” se não for guiado pelo Espírito Santo”. (1Co 12.3).

 

Assim, Deus providenciou o Batismo, para que também as criancinhas recebam a fé, já que não entendem quando falamos a elas sobre o Evangelho. Jesus mesmo mandou: “batizem todas as nações”. E as criancinhas fazem parte de todas as nações.

 

“Naquela mesma hora da noite, o carcereiro começou a cuidar deles, lavando os ferimentos da chicotadas. Logo depois ele e toda a sua família foram batizados” (Atos 16.33).

 

VALE RESSALTAR QUE

 

Nenhum versículo bíblico diz: “batizem as crianças”. Mas, ao invés de afirmar “não batizamos crianças porque a Bíblia não fala nisso”, ensinamos o contrário. A Bíblia não manda batizar as crianças porque isso era algo tão comum, normal, óbvio, que não precisou ser ordenado explicitamente, como não fala diretamente também em batizem adultos, ou jovens, ou idosos.

 

Mas a criança não fala e não entende. Como ela pode ter fé?. Este reciocínio poderia nos levar a crer que também não podem ter fé os que estão em estado de coma, os que estão inconscientes, os portadores de deficiência mental profunda e até mesmo quem está dormindo, o que , evidentemente, não é verdadeiro. É o Espírito Santo que coloca a fé no coração e a mantém lá. Seja qual for a idade ou condição mental da pessoa.

 

O QUE O BATISMO REALIZA?

 

Perdão dos Pecados: quando somos batizados, Deus nos perdoa os pecados, tanto o original quanto o atual.

Salvação: pelo Batismo, recebemos a fé. E é pela fé que somos salvos. “Quem crer e for batizado, será salvo” (Marcos 16.16).

Filhos de Deus: no Batismo, Deus nos tira da escravidão do pecado e nos coloca na Família de Deus. Passamos a ser filhos Dele.

 

PADRINHOS OU TESTEMUNHAS

 

Testemunha:Pessoa que presencia o Batismo, sendo uma testemunha de que a criança foi batizada. Qualquer pessoa pode ser testemunha.
Padrinho: Pessoas escolhidas pelos pais para confessarem a fé no Deus Triúno em lugar da criança, no dia do Batismo. Além disso, são aquelas que vão orar pela criança, procurar dar a ela bom exemplo cristão – começando por ir à Igreja – e que vão fazer o melhor que puderem por ela, especialmente no caso de perderem os pais. Os padrinhos ajudam no que estiver a seu alcance, para que esta criança seja instruída na Palavra de Deus e para que permaneça na fé em que ela é batizada. Por isso, do ponto de vista cristão, padrinho e madrinha são aqueles que confessam a mesma fé em que a criança está sendo batizada, pois assumem um compromisso cristão com seu/sua afilhado(a).

 

Qual a diferença entre o batismo com água e o batismo com o Espírito Santo?

 

Realmente, há denominações que afirmam que se trata de dois acontecimentos distintos e separados. Não é o que a Igreja Evangélica Luterana do Brasil, a partir da revelação bíblica, crê e confessa. Não há diferença, pois se trata de um acontecimento só. O batismo com água traz regeneração e salvação, pois, por assim dizer, “nos entrega a Jesus”, nos faz ser dele. Não é por menos que o apóstolo Paulo afirma em Gálatas 3.27: “porque todos vocês que foram batizados em Cristo, de Cristo se revestiram”. Quem faz acontecer isso? O Espírito Santo, aquele que vem à pessoa batizada por meio da Palavra unida à água. O mesmo apóstolo Paulo escreve em Tito 3.5 que Deus “nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”. Desde o batismo, portanto, a pessoa batizada, independentemente da sua idade, passa a ser habitação e santuário do Espírito Santo (1 Coríntios 3.16; 6.19, visto que “em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um só corpo”, conforme dizer de Paulo em 1 Coríntios 12.13. Desde nosso batismo com água temos, portanto, o Espírito Santo em sua plenitude, não precisamos esperá-lo de outra forma através de preparativos espirituais para que tal aconteça, visto que a vinda do Espírito Santo a nós sempre acontece unicamente por graça de Deus, sem a necessidade de o ser humano contribuir com algo (preparativos espirituais) para que isso aconteça. Tendo o Espírito Santo como o temos desde o batismo, somos “espirituais”, porque o Espírito habita em nós e não existe algo como “batismo do Espírito Santo” separado do batismo com água para que o crente venha a se tornar “espiritual”.

 

 

Por que os luteranos batizam bebês e outras igrejas não?

 

Esta pergunta expõe a diferença existente dentro de igrejas cristãs a respeito daquilo que conhecemos como “meios da graça”. O que são “meios da graça”? São aqueles meios escolhidos e utilizados por Deus para vir ao nosso encontro com sua graça salvadora, ou seja, trazendo-nos perdão, vida e salvação. São a Palavra, o batismo e a santa ceia. Algumas igrejas evangélicas, no entanto, não consideram o batismo e a santa ceia como meios da graça, mas sim, como mandamentos que precisamos cumprir. Temos, então, uma notável diferença: meios da graça são obra de Deus; Deus age pela Palavra unida à água no batismo e ao pão e o vinho na santa ceia. Mandamentos, todavia, são obra humana. Quem vê o batismo como mandamento e, por isso, como obra humana, acha impossível que uma criança possa conhecer a Jesus, aceitá-lo e se arrepender dos seus pecados. Cremos, porém, que a ação de Deus não está limitada pela idade de alguém. Por isso, mesmo que uma criança ainda não possa confessar sua fé em Jesus, ela já pode crer, pois a fé é obra de Deus e não depende de ação ou participação humana. Se dissermos que isso é impossível, estaremos, sem dúvida, limitando a ação do poder de Deus.

 

 

Por que Jesus teve que ser batizado?

 

A pergunta está formulada de forma errada. Jesus não “teve” que ser batizado, mas se submeteu voluntariamente ao batismo. Ele próprio não tinha necessidade alguma do batismo, visto não estar contaminado pelo pecado e não ser pecador. No entanto, como tudo que fez aqui no mundo foi como substituto da humanidade, sempre se submeteu ao que Deus ofereceu ou exigiu dos pecadores. No caso do seu batismo, Jesus, como nosso substituto e, portanto, como “pecador”, foi ao batismo de João Batista, o qual era batismo de arrependimento, batismo de salvação oferecida por Deus aos pecadores. Como nosso substituto Jesus já recebe, no seu batismo, aquilo que ele tem a nos oferecer no nosso batismo, quando vem a nós com tudo o que conquistou a nosso favor.

 

 

Como posso ser batizado ou levar alguém para ser batizado na Igreja Evangélica Luterana do Brasil?

 

A Igreja Evangélica Luterana do Brasil, com respeito ao batismo, está aberta para qualquer pessoa. Por isso, em tese, podemos afirmar o seguinte: quem deseja ser batizado na IELB ou levar alguém para ser batizado nela, não encontrará objeção da parte da Igreja para que tal aconteça. No entanto, a doutrina do santo batismo tem outros componentes muito importantes quem não podem ser esquecidos. Tudo que cremos e confessamos a respeito desse sacramento não acaba nem se esgota com o ato em si do batismo. Por isso, é indispensável que prestemos atenção a outros aspectos relacionados ao batismo. Um deles é o seguinte: quando alguém é batizado na IELB, passa a pertencer ao “rebanho” desta igreja. Isso tem dois resultados: primeiro, caberá aos pais, responsáveis ou padrinhos do batizado a responsabilidade de cumprir com a missão assumida diante de Deus e da igreja, por ocasião do batismo, ou seja, de criar o batizado na igreja, para que ela conheça “todas as coisas que Jesus ordenou que seus discípulos batizados conheçam”, conforme lemos em Mateus 28.20. É necessário, portanto, que alguém não seja apenas batizado, mas que tenha consigo pessoas que se responsabilizem pela educação religiosa de quem foi batizado, principalmente se for criança. Em segundo lugar, quando alguém, batizado, passa a pertencer ao “rebanho” pelo batismo, se coloca debaixo do pastoreio de um pastor. Portanto, imaginemos que uma criança seja trazida para ser batizada na IELB, cujos pais não pertencem à igreja, tal batismo poderá acontecer apenas se os pais, mesmo não sendo membros da IELB, aceitarem que o filho batizado seja pastoreado pelo pastor da igreja que o batizou. Qualquer pastor, ao fazer um batismo, passa a ter nova “ovelha” no seu rebanho, o rebanho de Jesus, sobre a qual estará assumindo responsabilidade pastoral. Diante do exposto, podemos resumir a resposta da seguinte forma: qualquer pessoa pode ser batizada na IELB ou trazer alguém para ser batizado lá, no entanto a questão não se encerra aqui, pois a doutrina do santo batismo nos leva a considerar outras questões muito importantes.

 

 

O que creem os luteranos sobre o batismo e qual a importância dele para nós?

 

O batismo é uma cerimônia realizada pela Igreja Cristã por ordem de Cristo. É um sacramento porque possui os três elementos que o compõem: – Ordem divina: Mateus 28.19 – Meio da Graça: Marcos 16.16 – Possui Elemento Visível: Água Cremos, ensinamos e confessamos que o batismo é uma instituição divina, sacramento que o apóstolo Paulo chama de lavar regenerador e renovador do Espírito Santo; que o batismo se destina a todas as pessoas, tanto às crianças como aos adultos; que deve ser administrado com água – aspersão ou submersão – em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; que, que através do batismo, a pessoa recebe a graça de Deus, fé, perdão dos pecados, consolo e a promessa da vida eterna; que a pessoa recebe o Batismo verdadeiro apenas uma vez. Esta pergunta é importante, pois se refere a algo da maior importância dentro daquilo que a Igreja Evangélica Luterana do Brasil confessa e crê. O batismo é visto como um “meio da graça”, ou seja, um meio pelo qual Deus vem a nós com sua graça (seu favor imerecido) presente naquilo que recebemos da pessoa e obra de Jesus. No batismo, por exemplo, Deus nos oferece perdão de todos os pecados, também do pecado original, com o qual todos nascemos, e salvação. Isso se chama graça de Deus! Por que está presente no batismo? Porque está ligada às palavras de Jesus ao instituir o santo batismo, afirmando que o batismo salva, assim como outros textos bíblicos também demonstram tal verdade. O batismo, portanto, salva porque acontece sobre a palavra de Jesus, não por ser uma cerimônia religiosa apenas. Por meio dele vem a nós a graça de Deus ligada à obra salvífica de Jesus

 

 

Por que batizar?

 

A Bíblia nos ensina que, desde que Adão e Eva caíram em pecado, todos os seres humanos são concebidos e nascem já contaminados com este mal. “De fato, tenho sido mau desde que nasci; desde o dia em que fui concebido tenho sido pecador”. (Salmo 51.5). Esta é a situação de todas as pessoas. Nascem com pecado, que herdaram de seus pais.

 

 

Como posso ter certeza que meu batismo é válido?

 

A validade do batismo cristão não depende de quem o aplica, nem do lugar onde foi aplicado. Um batismo válido requer água (elemento visível) e a Palavra (em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo), conforme o Senhor Jesus o instituiu e mandou que fosse levado às pessoas. Portanto, se o batismo foi feito dessa maneira, também não importa se foi por aspersão ou imersão, é válido e aceito na Igreja Evangélica Luterana do Brasil. A única razão para um novo batismo é a possibilidade de alguém ter dúvida se foi batizado ou não, ou ter sido batizado num grupo religioso não-cristão ou negador da Santíssima Trindade. Neste último caso, teria sido batizado em nome de um Deus falso, pois não existe outro além daquele que se revela a nós como Pai, Filho e Espírito Santo. Caso o batismo seja realizado conforme Cristo o instituiu, ou seja, com água (não importa a maneira nem a quantidade de água), acompanhado das palavras: “Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, tal batismo é válido e confere a quem foi batizado todas as bênçãos que a Palavra de Deus promete através dele.

 

 

SANTA CEIA

Referências bíblicas: Mt 26.26-28; Mc 14.24; 1 Co 11.24-29.

A Santa Ceia foi instituída por Jesus na noite em que foi traído. Ela é um Sacramento porque:
– Tem ordem divina (1 Co 11.25)
– É um Meio da Graça (Mt 26.26-28)
– Possui Elemento Visível (Pão e Vinho)

 

O QUE RECEBEMOS NA SANTA CEIA?

Recebemos o verdadeiro Corpo e Sangue de Cristo, juntamente com o Pão e o Vinho.

 

QUE OUTROS ELEMENTOS PODEM SER USADOS ALÉM DO PÃO E VINHO?

Não utilizamos nenhum outro além destes, porque foram os que Cristo utilizou. Se não celebrarmos com pão e vinhos, no mínimo haverá dúvida: “será que é Santa Ceia mesmo?. E a Ceia não é dúvida. É certeza.

 

QUANDO E COMO A SANTA CEIA FOI INSTITUÍDA?

(Mateus 26.26-28)

“Na noite em que Jesus foi traído: Enquanto estavam comendo, Jesus pegou o pão e deu graças a Deus. Depois, partiu o pão e deu a seus discípulos, dizendo:
– Peguem e comam. Isto é o meu corpo.
Em seguida, pegou o cálice e agradeceu a Deus. Depois, passou o cálice aos discípulos, dizendo:
– Bebam todos vocês, porque isto é o meu sangue, que é derramado em favor de muitos para a remissão dos pecados. É o sangue que sela o acordo feito por Deus com o seu povo”.

 

PARA QUE SERVE A SANTA CEIA?

O próprio Jesus disse: “Dado e derramado em favor de vós para a remissão de pecados”. Cristo oferece seu corpo e sangue para que recebamos perdão de todos os nossos pecados. E quem recebe perdão, recebe também salvação e vida eterna.

 

ISTO É MEU CORPO OU ISTO SIMBOLIZA MEU CORPO?

Em nenhuma língua o verbo SER é entendido com simbolizar, significar, representar. O que é, é. Nenhum elemento do texto bíblico indica uma interpretação figurada, simbólica ou espiritual destas palavras. Cremos nestas palavras na forma em que Cristo as disse. O pão é seu corpo e o vinho é seu sangue. O pão e o vinho recebemos de forma natural. O corpo e o sangue, de forma sobrenatural, além da razão, incompreensível. Além disso, quando a Santa Ceia é administrada as palavras de Jesus devem estar presentes, para termos certeza: “Tomai, comei, isto é o meu corpo“, pois ele acrescentou: “Fazei ISTO”.

 

Na Santa Ceia, temos a oportunidade de nos encontrarmos com Cristo de forma palpável e visível, pois recebemos seu verdadeiro corpo e sangue em nossa boca. Por isso, a Santa Ceia é uma oportunidade única de sentirmos o perdão de Deus e de sermos fortalecidos em nossa fé. Além disso, é uma oportunidade única de nos reunirmos como irmãos, em comunhão, demonstrando unidade na mesma fé, no mesmo Salvador.

 

SANTA CEIA – O AMOR DE DEUS DERRAMADO EM NÓS

Na Santa Ceia, Jesus vem até nós corporalmente, para nos dar certeza de que, quando nos arrependemos verdadeiramente e cremos no seu perdão, Ele nos ouve, nos perdoa e afasta de nós nossos pecados, nos dando um novo coração, cheio de alegria e vontade de fazer a vontade de Deus!Na Santa Ceia, sentimos materialmente, fisicamente, com o pão/corpo e o vinho/sangue como é bom ser cristão, como é bom estar com Deus.

 

 

 

CREDOS

A IELB adota os três símbolos ou credos ecumênicos do Cristianismo

 

CREDO APOSTÓLICO

Por ser uma das primeiras partes da literatura confessional que se aprende, o Credo Apostólico é o credo mais usado em nossa igreja. E, exceto a oração do Senhor (dominical), não há conjunto de palavras na Igreja Cristã que os cristãos mais pronunciem. Ele é o primeiro dos credos ecumênicos (ecumênico significa universal, geral, do mundo inteiro). A Igreja Cristã antiga adotou o nome ecumênico para mostrar que ela, como um todo, aceitava esses credos. Em 1580, a Igreja Luterana, para demonstrar que não era uma seita ou movimento, incorporou três credos em suas confissões, reunidas no Livro de Concórdia.

 

Texto litúrgico utilizado atualmente:
A palavra católica é geralmente traduzida por cristã, em parte para não confundir com a igreja romana, mas principalmente para reforçar o fato de que ele é a confissão verdadeira de qualquer cristão. Sem dúvida, como disse Lutero: “A verdade cristã não poderia ter sido resumida numa exposição mais clara e breve”.

 

Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo. Seu único Filho nosso Senhor. O qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao inferno, no terceiro dia ressuscitou dos mortos, subiu ao céu e está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir julgar os vivos e mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Cristã – a comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.

 

CREDO NICENO

Enquanto a Igreja Cristã se desenvolvia, passou a sofrer oposição de Roma e dos judeus em forma de perseguições e morte aos que professavam a fé cristã. Mas este não foi o único tipo de perseguição sofrida. Apesar da igreja primitiva ter recebido aceitação social e respeitabilidade durante o governo do Imperador Diocleciano (284-305), um outro tipo de perseguição começou a se infiltrar na Igreja – o da oposição à fé como revelação direta da verdade por parte de Deus. A origem do Credo Niceno se encontra na necessidade de defender a doutrina apostólica da divindade de Cristo contra Ário, e da divindade do Espírito Santo contra os seguidores de Macedônio. O Credo Niceno não procura apresentar todos os artigos da fé cristã, mas confessa e defende as verdades fundamentais da doutrina escriturística acerca de Deus.

 

Texto litúrgico utilizado atualmente:

 

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, tanto das cousas visíveis como das invisíveis. E em um só Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os mundos, Deus de Deus, Luz da Luz, verdadeiro Deus do verdadeiro Deus, gerado, não criado, de uma só substância com o Pai, por quem todas as cousas foram feitas; o qual por nós homens e pela nossa salvação desceu do céu e se encarnou pelo Espírito Santo da Virgem Maria e foi feito homem; foi também crucificado por nós sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado; e ao terceiro dia ressuscitou segundo as Escrituras, e subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai e virá novamente em glória a julgar os vivos e os mortos, cujo Reino não terá fim. E no Espírito Santo, Senhor e Doador da vida, o qual procede do Pai e do Filho, que juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado; que falou pelos profetas. E numa única santa Igreja Cristã e Apostólica. Confesso um só Batismo para remissão dos pecados, e espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo vindouro. Amém.

 

CREDO ATANASIANO

O Credo Atanasiano é uma confissão magnífica sobre o Deus triúno. Lutero o considerou “a maior produção da igreja desde os tempos dos apóstolos”. A origem do credo é obscura. Desde o século IX alguns o atribuíram a Atanásio, o heróico defensor da doutrina da divindade de Cristo contra Ario. Entretanto, não há razões muito fortes para que se possa atribuí-lo a Atanásio. O Credo Atanasiano nunca teve um uso generalizado como os outros credos. Mas se há um momento no Ano Eclesiástico que ele deveria receber atenção, este é o Domingo da Santíssima Trindade, pois essa doutrina, e especialmente a da divindade de Cristo e de sua obra redentora, é o fundamento sobre o qual está edificada a igreja (Ef. 2.20).

 

 

 

MINISTÉRIO PASTORAL

Referências bíblicas: At 6.2; 1 Pe 2.9; Tt 1.5-7; At 20.17,28; 1 Co 14.34ss; 1 Tm 2.11.

Cremos, ensinamos e confessamos que o ministério pastoral é um ofício ordenado por Deus para administrar publicamente a palavra de Deus e os sacramentos. Os ministros não constituem uma classe especial de pessoas, como os sacerdotes do Antigo Testamento. Sendo todos os cristãos sacerdotes reais, ninguém tem o direito de sobrepor-se aos outros. Por isso, só o chamado de uma congregação torna alguém um ministro. O ministro exerce publicamente as funções que todos os cristãos exercem em particular.